Manifesto humanístico em contexto de altas tecnologias – uma antropologia do futuro
#Antropologia; #Inteligência Artificial; #Tecnologia

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Na obra *Emergência, Convergência, Singularidade*, Rodrigo Simas Aguiar desenvolve uma interpretação densa e interdisciplinar dos efeitos das altas tecnologias sobre a constituição do humano e das dinâmicas sociais contemporâneas. Ancorado em uma proposta teórica original — a Antropologia Filosófica Futurista —, o autor articula contribuições da antropologia, teoria do caos, física quântica, estudos de futuro e inteligência artificial para examinar criticamente os processos que moldam o presente e projetam cenários futuros.
Estruturado em três eixos — Emergência, Convergência e Singularidade —, o livro percorre, inicialmente, a trajetória histórica das tecnologias como forças constitutivas da experiência humana, evidenciando seu papel na expansão das capacidades biológicas e na formação de universos simbólicos. Em seguida, analisa o fenômeno contemporâneo da convergência tecnológica, no qual a inteligência artificial se consolida como um “hiperagente”, dotado de ampla capacidade de influência sobre sistemas sociais, econômicos, políticos e culturais.
Ao problematizar a mediação algorítmica, a formação de bolhas informacionais e os processos de desinformação, o autor sustenta a tese de que há um projeto em curso de apagamento das referências identitárias — passado e futuro — fundamentais à manifestação do “eu” no presente. Nesse contexto, as tecnologias emergentes operam simultaneamente como instrumentos de emancipação e mecanismos de dominação, intensificando desigualdades e redefinindo as estruturas de poder.
Por fim, ao abordar a singularidade tecnológica, a obra avança para o campo das projeções, discutindo a possibilidade da emergência de uma inteligência artificial geral e suas implicações ontológicas, éticas e existenciais. Longe de uma visão meramente tecnofóbica ou entusiasta, o livro propõe uma reflexão crítica sobre os rumos da humanidade em um cenário de transformações aceleradas, defendendo o papel central das humanidades na construção de respostas teóricas e práticas diante dos desafios do futuro.
Trata-se, assim, de uma contribuição relevante para o debate acadêmico contemporâneo, ao reposicionar a antropologia como campo estratégico na compreensão e na antecipação dos efeitos sociais das tecnologias emergentes.
LANÇAMENTO EM MAIO DE 2026
